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Responsável: Profa. Dra. Priscilla Santos 

Cadastrada como MEI - Brasília / DF

Domínio a língua escrita formal: reflexões acerca de sua importância

January 23, 2017

Dominar a língua escrita, escrever bem, produzir uma boa redação para concursos e provas em geral, ser redator(a) de bons textos para blogues, esses são alguns dos desejos daqueles que têm a escrita como parte de seu cotidiano. Escrever é uma prática fundamental hoje em dia, e parece estar em todo lugar, em diversas atividades e com diversas funções. Vivemos em um mundo letrado no qual tem-se a impressão de que apenas a escola não percebeu isso ainda. 

 

Todo ano, jornais brasileiros noticiam os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que é uma das principais formas de acesso ao Ensino Superior na atualidade. Polêmica a respeito do exame, frequentemente, acontece em relação às notas de redação. No ENEM 2014, o que chamou a atenção de diversas mídias de informação foram as 529 mil notas zero, contrastando com as 250 notas mil, ou seja, notas máximas.

 

Em setembro de 2015, o Ministério da Educação (MEC) divulgou as notas na Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), que avalia o desempenho de alunos do terceiro ano do Ensino Fundamental I nas competências de leitura, escrita e matemática. Os resultados, segundo dados do próprio relatório e de notícias veiculadas na mídia, indicam que 56,17% dos alunos alcançaram níveis mínimos de leitura e que 34,46% produzem textos de forma “incipiente ou inadequada”, em palavras da escala de escrita do próprio documento.

 

Esses dados são alguns dos vários índices de avaliações em escala nacional e (ou) internacional que fazem soar o alarme da educação brasileira, apontando que a direção tomada até agora está errada. Os dados, ainda, refletem o ensino de Língua Portuguesa no Brasil e justificam o descontentamento de alguns professores com a docência.

 

O indivíduo inicia seu processo de comunicação por meio da modalidade oral da língua, no contato com aqueles que o cercam. Em contraponto, o desenvolvimento das competências relativas à produção do texto escrito não é natural para a criança e fica a cargo da escola. Essa diferença, por si só, já justificaria as dificuldades no ensino e na aprendizagem dessa modalidade da língua, porém, a situação da educação de nosso país age como mais um dos fatores que dificultam o processo de formação de jovens proficientes na língua portuguesa escrita.

 

Voltando-se o olhar para os participantes do ENEM, que serão os ingressantes em universidades privadas e públicas, é alarmante o fato de que eles completaram todo o percurso da Educação Básica, na qual o indivíduo é exposto à prática da escrita de redações e trabalhos para seus professores e, ainda assim, são agentes nos resultados acima apresentados acerca das notas nas redações do ENEM. Dessa forma, como justificar resultados tão negativos quanto os vistos nesse tão relevante exame? A resposta para essa indagação é inexata, mas, certamente, está relacionada aos resultados relativos à ANA, entre outras questões ligadas à qualidade do ensino brasileiro.

 

Quando o tema é a qualidade das produções de texto, percebe-se que os resultados obtidos não estão relacionados ao sistema de ensino ou ao fato de se tratar de escolas públicas ou privadas, infelizmente o problema ultrapassa as salas de aula e recai também sobre à percepção dos alunos em relação à função social do texto escrito. Nesses âmbitos, não é exagero considerar que os dados relativos ao ENEM indiciam que o desempenho de parte dos estudantes, nas produções de texto, parece não condizer com o esperado para os concluintes do Ensino Médio.

 

Para além das condições educacionais, é importante que os docentes que lecionam Língua Portuguesa e Produção de Textos (redação) atuem também na percepção que o estudante tem sobre o porquê de se dominar o uso da língua escrita. É fundamental que o aluno perceba que a sociedade, cada vez mais, utiliza a escrita para a comunicação formal e informal. O acesso à tecnologia leva as pessoas a se comunicarem e a exporem seus pontos de vistas em debates e meios virtuais e não em conversas presenciais, nas quais predomina o uso da linguagem oral.

 

Ser proficiente na escrita pode abrir as portas do concluinte do Ensino Médio para o mercado de trabalho, já que se expressar em língua escrita é um dos critérios avaliados por recrutadores de diversas empresas. Outro ponto relevante, é o papel da escrita na sustentabilidade do aluno em cursos universitários. Pouco adianta o jovem conseguir ter acesso ao ensino superior e não conseguir dar continuidade à sua formação profissional por não ter um bom domínio da modalidade escrita da língua.

 

Há que se considerar também o papel da interdisciplinaridade no aprimoramento da escrita dos estudantes, sobretudo na argumentação. Entende-se que, para a produção de texto escrito argumentativo, é necessário conhecer o olhar dos diversos componentes curriculares sobre um tema, de forma que estimular a interdisciplinaridade também surte efeitos no processo de construção de um texto, que pode ir de uma publicação em um blogue à redação do ENEM. Além disso, criar diversas condições para que os estudantes se comuniquem via texto escrito formal é também uma estratégia importante. Para tanto, a tecnologia oportuniza várias situações de comunicação, como as redes sociais, por exemplo.

 

Ante ao quadro apresentado, reafirma-se a função salutar que a escola tem no desenvolvimento da sociedade de modo em geral e no indivíduo de modo particular. É por meio do domínio da competência escritora que é possível mudar a realidade do aluno, transformá-lo em cidadão crítico e reflexivo, conforme propõem os PCNs e a Base Nacional Curricular Comum. A partir do momento em que a escola consegue atuar como principal agente de transformação para seus alunos, ela está cumprindo com seu papel principal, será possível ter uma nova configuração nos dados apresentados no início desta reflexão. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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